Eram quase quatro da manhã quando o rapaz pediu autorização para se sentar ao meu lado, moço simpático, inteligente, bom papo, o desinteresse era meu:
- Eu te conheço lá da faculdade sabia? To aqui puxando papo contigo pra me apresentar mas eu já te observo faz um tempão.
Minha cara de vazio...
- Ah, verdade?
- É sim, te achei muito bonita a primeira vez qu te vi toda serelepe pelo corredor, só que vc namorava um cara bombadinho do 6º.
Bola fora do cara, falar de ex é desanimar (maaaaais ainda) o papo.
- é, namorava...
- E agora, namora alguém?
- Não né... se não eu não estaria aqui sozinha as 4 da manhã!
- Podia estar dando o perdido, uma moça que nem você é difícil de segurar
- Será?
Nasce um sorriso safado no rosto do moleque.
- Deve ser, se quiser eu te amarro!
Eu ignoro.
- Não, obrigada! Estou bem assim!
Ele insiste.
- Porque você é tão má comigo? Dá uma chance, um beijinho.
Avanços sobre meu corpo, eu me esquivo.
- Desculpa mas eu não to afim.
Já viram fora mais educado?
Ele não responde a altura
- Olha aqui, na hora que você pegar um homem como eu, você vai parar de ser tão pertubada garota.
Fuzilou –me com o olhar, fez menção de se levantar, aguarda alguns segundos, deve achar que vou impedi-lo de sair da mesa. Não perco o ar maquiavélico e estampo um sorriso sínico no rosto que diz "adeus", ele se rende, levanta e vai cabisbaixo ciscar em outras mesas, logo se inspira com uma ruiva próxima. Homens...
Mas em uma coisa devo concordar com o projeto de flerte...
Estou pertubada... Logo eu, que nunca havia reparado no som da ausência, ou no gosto da mágoa ...
São as saudades de você.







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